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(POESIA,LITERATURA e a CULTURA em geral)»»»»»»»»»»»»»»»» "Só existe o tempo único. Só existe o Deus único. Só existe a promessa única, e da sua chama e das margens da página todos se incendeiam. Só existe a página única, o resto fica, em cinzas. Só existem o continente único, o mar único – entrando pelas fendas, batendo, rebentando correndo de lado a lado". __________ Robert Duncan
domingo, 23 de maio de 2010
AS LÍNGUAS DA POESIA
terça-feira, 18 de maio de 2010
ECOS
A programação integra uma participação musical (classe de Canto e Coros do Conservatório) e leitura de poemas por alguns autores representados na Antologia. As intervençôes musicais, que estão definidas, serão intercaladas pela leitura de poemas ao longo da sessão. Lá estarei para ler o meu poema (*). A festa será bonita concerteza.
Segue-se o poema Vo disperato a morte, de Francisco Curate, incluído na antologia:
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Que corpo, senão a tristeza do corpo?
Peco por solecismo, o homem nega-se
e cedo declina a nota impossível.
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Guardo a voz nas memórias de Capranica:
na passagi fogoso, um tanto arbitrário
nas mudanças (até nisso perfeito).
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Não basta esta miséria, a mitologia
da perda? Descerro os olhos
na revelação do vislumbrado, gesto
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maduro da rejeição. Acolho na sombra
a sombra ferida capada de uma voz,
o desleixo ingénuo de um deus profícuo.
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Sobrevive em nome, Il Cusanino.
............................Francisco Curate
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
ROTAS
A única herança do meu pai
[disse Yusuf ibn al-Sayj al-Balawi]
foi uns enormes testículos.
Que grande legado, pensou,
que grande legado.
HERENCIA
La única herencia de mi padre
[dijo Yusuf ibn-Sayj al-Balawi]
fue unos grandes testículos.
Qué gran legado, pensó,
qué gran legado.
sábado, 8 de maio de 2010
ESPAÇOS
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Todas as crias se revelam às mães
como a precisão angular
do pecado.
O corpo alastra ígneo e selvagem
sobre a cabeça do mundo
e os úteros do soluço
atulham as bocas
que abrigam a jurisdição
da violência das vísceras da promessa.
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Pois existe um lugar encantatório,
secreto e inacessível,
entre a labareda e as trevas
onde não invadem os deuses nem o medo.
As criaturas carnívoras
são transversais à floresta
que sustem o prumo do suicídio.
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São como negras magnólias que choram
porque mastigam as palavras
pelos olhos
acreditando que o que impede
a injunção do milagre
é a palavra que adultera o crisântemo branco.
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Talvez seja possível a derradeira visão
e ela amadureça o gesto da morte
por dentro do lugar
que impõem a lisura do sacrifício.
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Essa que alimenta o pudor sitiado
e os sonhos imberbes
até que ao extermínio sucumba o fogo exposto,
a sílaba inócua em seu ordálio
um lugar ao centro no inferno da língua.
................................João Rasteiro
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domingo, 2 de maio de 2010
VISÃO TOLD(O)ADA
Eco, fivela, gume.
Na sujidade
a fita adesiva um afago.
nauseabunda,
doma o clamor bonançoso,
incinera.
operário do soturno.
http://bibliotecariodebabel.com/geral/cinco-poemas-de-joaquim-manuel-magalhaes/
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/joaquim_manuel_magalhaes/poetas_jmmagalhaes01.htm
http://poesiailimitada.blogspot.com/2010/03/joaquim-manuel-magalhaes_01.html
http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugu%C3%AAs/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=8502
quarta-feira, 28 de abril de 2010
BIENAL da SAUDADE
Regressado de Silves, da IV Bienal de Poesia de Silves e ainda com dificuldades em "regressar à terra", pois a poesia, a terra, o sol, os odores e sobretudo as pessoas (as locais e as que lá foram), o calor das pessoas, essa palavra tão nossa que se chama saudade, tudo isso eu simbolizo (mais tarde voltarei à Bienal e (h)à "sua poesia") em duas mulheres: Maria Gabriela Rocha Martins, a alma, canto e fogo da Bienal e esse extraordinário "corpo" da dança e também da voz, que se chama Vera Mantero. A vida corre (depressa demais), mas Silves continua lá, qual moira encantada!segunda-feira, 19 de abril de 2010
POEMA PLURAL - SILVES
7.
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Acocorado como estava o escriba,
só não escrevendo, mas escravo sou
da matéria animal que do distante campo
veio curtida com ecos de verdura
e de tão lenta, infinda paciência.
Como ele cumpro destino de invenção,
de leve e não sabida descoberta
do mundo incompleto.
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Mundo incompleto, e certo,
esse que preenche a minha cave
e lhe rasga as paredes.
.......................Pedro Tamen
(In, O livro do sapateiro, 2010)
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A Profissão Dominante
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Meu Deus como eu sou paraliterário
à quinta-feira véspera do jornal
nadando em papel como num aquário
ejectando a minha bolha pontual
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de prosa tirada do receituário
onde aprendi o cozido nacional
do boçal fingido o lapidário
- fora algum deslize gramatical -
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receio que me chamem extraordinário
quando esta é uma prática trivial
roçando mesmo o parasitário
meu Deus dá-me a tua ajuda semanal
........................Fernando Assis Pacheco
(In, A Profissão Dominante, 1982)
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http://bienaldepoesiadesilves.blogspot.com/
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O EIXO do DESLUMBRAMENTO
1.
A mulher caminha pelas urzes, no auge
do vento, já depois da morte, enovelada
pelos ramos que cortam a paisagem.
O homem está parado como uma ave
de pedra, batida pelo fumo. Depois, é o
corpo dela desfeito sobre os rochedos,
uma faísca que incendeia um pedaço
de madeira. O homem, amarrado a um
amancha de ferro, contempla o corpo vazio.
Um pássaro cego cai em cima de um espelho.
É o rosto dele despedaçado, a dor.
Tudo é medonho à sua volta, a parte
de trás da luz, a humidade, a respiração
das plantas.
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13.
Toda aquela assombração está gravada
na tinta como se pertencesse a um livro
queimado, roído pelo sol. O homem sabe
que se trata de uma morta, mas não
entende que é a cicatriz do seu peito que
lhe ocupa o sono e o cativa para um ritual
demoníaco. Conhece os seus cabelos, os
lábios a descerem pelas amoras, pela cera.
E toda a sua pele sobressai, pintada na
parede, nos pregos, nas mãos que descansam
em cima de uma toalha. Um navio incendeia-se
contra um recife. É ela ou os seus vestidos a
desaparecerem no horizonte, no fim de tudo.
........................................................Jaime Rocha
Pedro Abrunhosa - Fazer o que ainda nao foi feito
http://www.artistasunidos.pt/jaime_rocha.htm
http://pedroteixeiraneves.wordpress.com/2010/03/31/apostas-propostas-jaime-rocha-necrophilia/
http://contramundumcritica.blogspot.com/2010/04/jaime-rocha-necrophilia.html
sábado, 10 de abril de 2010
IV BIENAL de POESIA de SILVES
Workshops, mesas redondas, apresentação de livros, concertos e espectáculos animarão estes quatro dias, totalmente dedicados à poesia. Haverá ainda uma homenagem ao escritor Pedro Tamen, que terá lugar no dia 24, pelas 18h30. Nessa ocasião, Maria do Sameiro Barroso fará uma conferência e serão lidos poemas por Paulo Moreira. Também Fernando Assis Pacheco será alvo de uma atenção especial, recordando-se os 15 anos da sua morte, às 15h30 do dia 23."
segunda-feira, 5 de abril de 2010
PURGAÇÃO DIONISÍACA II
1.
Os poemas virão inclusos
quando vier o orvalho,
chegarão antes do pecado.
2.
O seu domínio é infinito,
longa é a garganta do medo
cego o coração do sussurro!
3.
Uma boca deixo, ao dilúvio:
direi um segredo de bronze,
a nocturna borboleta chega.
4.
No princípio era a doçura
e a palavra ousou a lascívia.
Por esta se fará todo o flagício.
5.
É o solstício sob as unhas.
A água separa-nos da sede,
não é só o que a boca refresca.
6.
Quando saboreei a carne
e Vénus vagueiam acesas.
7.
Em sua volúvel gestação
que seria do útero vazio
sem a caligrafia pestilenta?
quinta-feira, 1 de abril de 2010
PRÉMIOS
..............O dia em que nasci
..............meu pai cantava…
............Fernando Assis Pacheco
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Este é o país, o país é este
este é o país e esmorece.
Este é o país dos cravos.
Este é o país dos resignados,
este é o país e esmorece.
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Este é o país dos prostrados.
Este é o país dos alheados,
este é o país e esmorece.
Este é o país dos vencidos.
Este é o país dos distraídos,
Este é o país e esmorece.
Este é o país dos domados.
Este é o país dos apartados,
este é o país e esmorece.
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Este é o país, o país é este
este é o país e esmorece.
Este é o país dos trovadores.
Este é o país dos navegadores,
este é o país e esmorece.
Este é o país dos poetas.
este é o país dos astecas,
este é o país e esmorece.
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Este é um país vicentino.
Este é o país dos infantes,
este é o país e devaneiam.
Este é o país dos meninos,
este é o país e acreditam…
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Este é o país, o país é este!
.........................Hélder Brandão Faria
domingo, 28 de março de 2010
GEOGRAFIAS
Pelo lagar da noite
Corre no ar um tropel furtivo
Ela só lívida de azul e oiro
E a mãe diurna
Uma girafa com búzios
Rilham
E os espinhos macerados
quinta-feira, 25 de março de 2010
ROTAS
A sombra segue o corpo
condenado a viajar.
Terás a minha pele
Terás a minha carne
Terás os meus ossos.
Mas o último guardou silêncio
Terás a minha medula - disse -
Com o pó do caminho
A mão sustinha uma sandália.
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PERICLES ANASTASIADES, circa 1895
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Vagos, são já, os rostos do seu rosto
vaga, também, a forma das suas mãos
longe, está, o seu alento da minha boca
a sua pequena estatura
os seus quinze anos
Apenas um ontem ocupa a minha memória
o nosso pequeno amor
o nosso pequeno mês
à dez luas atrás.
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De repente
na madrugada
os seus olhos, de púrpura vestidos,
os seus lábios
lábios de um amor apressado
os seus cumpridos braços
braços de inolvidável robustez
aparecem
Quanto perdi bom Deus!
Quanto perdi!
domingo, 21 de março de 2010
21 de Março
....................Ao V. de S.
Habito nestes livros de poesia por engano,
eu não pertenço à floresta
onde se inventou o fogo
e se troça dos deuses obscuros
domesticando a sílaba dos cavalos
nocturnos
que enrolam as líticas patas do bronze
para além da boca das chuvas,
nada mais desfruto do que a cabeça do tempo,
aí cavo a lucidez dos olhos
da meretriz dos rumores sangrentos
a finitude visceral na injunção do gáudio
em que as mães se extinguem
consanguíneas
sob a abismada ortografia da água
tragando o contágio dos precipícios,
enxerga como o coração fica sombrio e áspero,
o insaciável tacto da separação fervilha
entre livros e coração
o leilão do amor que apazigua a aporia da dor
buscando outra flor outra memória
inominável
a acerba tinta, sangue e corpo
entre formas vulgares e distintas de amar,
e não podendo guardar todas as promessas
sacrificar-me-ei como o cordeiro
em base de alabastro sagrado
com meus ais de guelras inclinadas
sob a inexequível amplitude do verbo
entre a metáfora do relâmpago,
pois livros e mães jazerão então inaudíveis
em sua feroz melancolia
tresmalhados nos seios da tempestade
como sulfurosa fragrância de infindas concubinas.
quinta-feira, 18 de março de 2010
DESTINOS
O homem recosta a garganta
nas imagens da astúcia
numa ferocidade própria dos sons e dos sopros
um mergulho no fluído da luz
que possa conceder o privilégio de profanar
o templo das máscaras oblíquas
a boca cheia de corpo
onde o coração se consome agachado e devagar
uma sincera cegueira
desde a respiração palpitante entre as bocas
e as guelras onde levita a carne.
sábado, 13 de março de 2010
"É Nosso o Solo Sagrada da Terra"
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos.
Verdura, oceano, calor tropical
Gritando a sede imensa do salgado mar
No deserto paradoxal das praias humanas
Sedentas de espaço e de vida
Nos cantos amargos do ossobô1
Anunciando o cair das chuvas
Varrendo de rijo a terra calcinada
Saturada do calor ardente
Mas faminta da irradiação humana
Ilhas paradoxais do Sul do Sará
Os desertos humanos clamam
Na floresta virgem
Dos teus destinos sem planuras...
.............................Alda Espírito Santo
quarta-feira, 10 de março de 2010
A Pólis
O galardão no valor de 25 mil euros foi atribuído, como referiu o júri, essencialmente tendo em conta o mérito da premiada.
Tendo sido a primeira mulher a doutorar-se na Universidade de Coimbra, veio a solidificar uma trajectória ímpar ao serviço da Universidade e da Cultura Portuguesa, sendo hoje uma das grandes figuras da cultura portuguesa e europeia.
Quando morreres, hás-de jazer sem que haja no futuro
Não gosto de quem, bebendo vinho junto do crater repleto,
Há um murmúrio de águas frescas, através
Quando morreres, hás-de jazer sem que haja no futuro
Deleitava-se se tinha um ramo de mirto
Quando a gloriosa, insomne madrugada desperta os rouxinóis...
domingo, 7 de março de 2010
Destinos
.........................................Ao valter hugo mãe
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Um dia o excelso dilúvio do sangue
queimará a noite, também os livros
jazerão sós sob as túnicas de Istambul,
com a morte, também o amor devia
acabar – num único e violento segredo.
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A melancolia esvoaçará dos orifícios
expiando a culpa, as criaturas cinzentas
comover-se-ão pelo calor do tacto,
perecerão sozinhas - como a sua progénie.
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E haverá a celebração dos precipícios
urdindo o beneplácito das heras, pois a flor
é um corpo excessivamente fresco e mortal,
o sangue, na primavera, é mais vermelho
que o barro nu – a terra é um lírio dobrado.
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Porque amor e morte têm existência própria
convertem-se, mas os seus monstros subsistem
e subsistirão recolhidos à agonia do tempo
amando-se pelo ventre - até ao fim do mundo.
...................................................João Rasteiro
terça-feira, 2 de março de 2010
ROTAS
Amanhã, 03 de Março de 2010, pelas 18h30 no TAGV (Teatro Académico de Gil Vicente), no âmbito da XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra, serão lançados os nºs 13 e 14 da Revista OFICINA de POESIA.sábado, 27 de fevereiro de 2010
ESPAÇOS
.enquanto todos os seres que respiram o enxofre de forma ofegante acreditarem nos pilares das cidades as paisagens da era da técnica não sucumbirão às palavras que choram. e sob o banquete de luz do fogo-de-santelmo o burgo dos corpos metaliformes é uma coisa espantosa porque dilui em fábula invertidas os amoráveis canais do desejo. o líquen é lento como os longínquos sorrisos da pétala e há uma criança única bordando a solidão. como se o gládio da modernidade apenas reproduzisse o bolor da arte do aço desprendida do território aonde repousa a memória das tribos. é apenas o embate brutal do arquitecto dilacerando todas as fragilidades dos seres que se amavam cândidos. a metrópole concebendo em suas células o paladar do milagre. ela é agora a violenta extremidade do holocausto em que o equilíbrio se descobre nervo. e é no ímpeto das cidades que se principia a visão. a infinita exalação da linguagem em sua nervura.
...............................In, DIACRÍTICO (Inédito) - João Rasteiro