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A nodosidade sónica da cidade limítrofe é flanqueada geograficamente
pela salsa-dos-pântanos
onde a mecânica das especiarias liberta as acrobacias do fogo de artificio
sobre os cronómetros das
crises alérgicas
Os cineastas fundadores das espreguiçadeiras de
néons isolam as bandeiras das povoações
nos bastidores mediterrânicos das colheitas
onde as escaladas da coreógrafa coleccionam as dramaturgias das
chuvas que electrificam a basculante da claridade
Os mosaicos-anémonas dos hóspedes desintegram-se nas
sonoridades das máscaras equatoriais
parecem canais de irrigação aos solavancos
entre os
adereços indígenas que radiografam os sismógrafos das fertilizações das comédias
A desdobragem óptica da cronologia estilhaça a quadrícula dos miradouros
e os comboios gráficos computorizam os atlas dos antologiadores
como se encadeassem
copiosamente as colisões do circo botânico
onde os báculos hidromecânicos aperfeiçoam
o borrifo ignescente do mineral
angulómetro sobre as oficinas das homenagens das trompetas
que urdem as ataduras do sul do amendoal dos
pulmões
As fitas dos vídeos arqueiam na marginalidade cerâmica dos emissários
e o resgatamento cartográfico do fotojornalista é liminarmente entoado
entre as papoilas dos
tenores
onde as teclas equestres das partituras julgam
as gralhas das montanhas russas
que as malas das alegorias colonizaram
sobre a nidificação dos ícones do elenco das
paleontólogas.
Luís Serguilha
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/portugal/luis_serguilha.html
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