domingo, 20 de fevereiro de 2011

HORIZONTES

Não sou irmã das estrelas,
nem das pombas nem dos astros.       
                                         Natércia Freire

Em cada raiz de magnólia
uma constelação de sangue puro
e a absurda incisão do desejo
moldar a sílaba obscura
nas estâncias mais ocultas da morte,


o lugar sem coração nem corpo,
nem mansos beijos de sóis
e uma variável magnificente
procriando esse mesmo absurdo de luz
sob os contornos de uma túnica vermelha.
                                               João Rasteiro
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7 comentários:

peter disse...

great poem, are you the writer of this poem and great blog.

alice disse...

gostei muito, querido joão. quase me apetece pedir-te um para mim (?) :)* beijinho!

João Rasteiro disse...

Alice, já tens o teu pedido!

Bjs.

Mar Arável disse...

Muito bom e fundo
profundo

Gostei muito

João Rasteiro disse...

Obrigado Filipe, por navegares neste "Mar Arável".
Abraço de Coimbra.

João

gabriela r martins disse...

e eu
,triste e abandonada neste Algarve de sol a mais?..................



.
um beijo

João Rasteiro disse...

Como...como é que é...triste e abandonada...e com sol a mais...vou já para aí!
Bj. amigo/amiga.