quarta-feira, 4 de junho de 2008

Rotas

Destino - S. Dali
Ciclos completos

Entretanto
é Primavera de novo
e crescem os hortos
no que foi um vasto campo vermelho
de batalhas abençoadas.

Um espaço consagrado fora do mundo.

Entretanto
é Verão de novo
e acende-se a carne
no que foi um profundo corpo negro
de guerras amaldiçoadas.

Qualquer coisa diferente de viver.

Entretanto
é poema de novo
e morrem as palavras
no que foi um imenso desejo branco
de saber apenas morrer.

O silêncio, um silêncio em suas escoras.
João Rasteiro
.
Pedro Abrunhosa - LUA

5 comentários:

alice disse...

:) não te sei dizer, joão, o quanto gostei deste poema e desta música. um beijinho muito grande *

Anónimo disse...

Lindo poema não inédito.

Anónimo disse...

respeit (e) a,a,a,aão,ão,ão o abrunhosa?

Maria João disse...

João, gostei muito deste poema. Ele fala-me da beleza da renovação. Faz-me pensar na capacidade de recomeçar, de recriar a vida como a natureza que, em todas as estações, é uma janela que se abre e me deslumbra...

Um abraço
Maria João Oliveira

Anónimo disse...

é um poema janela muito lindo, muito lindo
é inédito?!