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Censurado livro sobre Maomé:
A alegação é da Random House, editora norte-americana que se comprometera a lançar amanhã o livro ‘The Jewel of Medina’ (no original), que conta a história de amor de Maomé e Aisha, esposa dilecta com quem contraiu matrimónio ainda ela não tinha dez anos.
Os primeiros contratempos surgiram em Maio, quando Sherry Jones soube que o lançamento do livro podia ser adiado e a digressão promocional suspensa.
"Escrevi deliberada e conscientemente com respeito pelo Islão e por Maomé [...]. Pensei que o meu livro pudesse ser uma ponte", sustenta a autora.
O mesmo não terá pensado a editora, que na pessoa do seu subeditor, Thomas Perry, fez saber que a empresa havia sido aconselhada a não publicar.
"Não apenas a publicação deste livro poderia ser ofensiva para alguns membros da comunidade muçulmana como também podia incitar à violência", afirma-se em comunicado. "Decidimos recusar a publicação para segurança do autor, dos funcionários da editora, dos livreiros e de qualquer outra pessoa que esteja envolvida com a distribuição e a segurança do romance", conclui-se.
Alheia aos tentáculos da censura sobre a sua obra de estreia, a autora tem já pronta a sequela. Desta vez, com a vida de Aisha após a morte de Maomé, mas nenhum dos livros será publicado pela Random House... "Pode sempre vender a outra editora", sugere Perry.
Simon and Garfunkel- America
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