domingo, 13 de janeiro de 2008

Literatura Mundial

James Augustine Aloysius Joyce (Dublin, 2 de Fevereiro de 1882 — Zurique, Suíça, 13 de Janeiro de 1941). Faz hoje 67 anos que faleceu aquele que é amplamente considerado um dos autores de maior relevância do século XX. As suas obras mais conhecidas são o volume de contos Dublinenses (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano".
Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, as suas experiências irlandesas são essenciais para a sua obra e forneceram-lhe toda a ambientação e muito da temática das sua geniais obras. O seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflecte a sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularista dos autores modernistas de língua inglesa.
Sendo certo que Ulisses (Ulysses no original), se tornou na sua obra de marca, composta entre 1914 e 1921 em Trieste, Zurique e Paris e publicado no ano seguinte nesta cidade - por descrever, em diversos pontos, aspectos da fisiologia humana então considerados impublicáveis, o livro foi amplamente censurado em diversos países, como nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, não nos podemos esquecer dessa fabulosa obra que é Finnegans Wake (Finnicius Revém), que veio a ser o último romance de James Joyce. Publicado em 1939, é sem dúvida um dos grandes marcos da literatura experimental por ter sido escrito em uma linguagem composta pela fusão de outras palavras, em inglês e outras línguas, buscando uma multiplicidade de significados. A sua tradução para qualquer língua é complicadíssima, e qualquer tentativa é um acto de ousadia desde a primeira palavra do romance.
Joyce também veio a publicar poesia, escrevendo os seus primeiros poemas na Universidade, expressando estados de espírito de júbilo e melancolia, que reuniu nos livros manuscritos: Ânimus e Luz e Escuridão.
"Em 1927 James Joyce publica o segundo volume de poesias, Pomes Penyeach pela Shakeaspeare and Company, editora que havia publicado em 1922 o seu livro mais polêmico, Ulysses, e que era composto de uma dúzia de poemas": (Gilfrancisco Santos - CRONÓPIOS)

Ele viaja guiando-se pelo sol invernal,
Tocando o gado por uma estrada fria e vermelha,
Aboiando para eles, uma voz que conhecem,
Guia seus animais pelas colinas de Cabra.

A voz lhe diz que em casa há calor.
Eles mugem e fazem rude música com os cascos.
Ele os guia empunhando um galho florido,
Vapor emplumando-lhes as frontes

Campônio, elo de rebanho,
Esta noite, estica-se junto ao fogo!
Eu sangro a beira do negro regato
Pelo meu ramo arrancado.

3 comentários:

Anónimo disse...

sinceramente não sabia que o joyce tinha escrito poesia, mas toda a gente já ouviu falar no "Ulisses" de Joyce.

Patricia Santiago

alice disse...

olá, joão. estou em alcarraques :) sabe-me dizer como é que vou para a estação b? muito obrigada pela sua ajuda :) um beijinho

(no centro do arco eu vi coisas que hei-de contar aos meus netos)!

rasteiro disse...

olá "miuda"!!!
Para a próxima, já que continuas a tratar-me por você/"SUA ajuda" tenho que fazer como aos meninos!?!?!(umas palmadinhas no..., mas se passar a ser por "TU", aí serão pelo menos dois beijinhos!!!!!!!!!!
Agora a sério(mas só mais um pouquinho!)aparece por aqui mais vezes.
E já reparei/passei pelo teu blog e vi que realmente tens quase tudo decorado!!!!!!!!!!!!
Um?beijinho...