terça-feira, 13 de maio de 2008

Lugares

A porta - S. Dali

A partir de um fragmento do texto “The literal World” (1998) de Jean Day – Tradução de Manuel Portela.
Desfloramento
1.
.as ironias da soberania
a mãe parcial
caprichos que desabrocham
................outra
................invisível à sua...............garra
...........................................são precisas duas
questão de acumulação.........oiço-os
acabei de cantar
.................
uma criança privilegiada,
2.
.pediram-me.........que fosse.............................específica
...............................sou como..............o artista
..........temem que eu possa.............................destruir
.......o original......................................os pontos negros
.......compreendo
......................o relógio....................uma espécie de lesma
...........................o meu olhar...........................ontem
alguém tentou uma aranha
................................a morte.........................tecia
................................o fim........................um ser capaz
na primeira pessoa
.................................que se diga........................
fala,
3.
.se mente
o seu sujeito
.....................entre
...sou o único mundo..................................único
................esqueci................................estou apenas
maravilhada pelo sol................................a esbranquiçar
.....................................no outro..........outro mundo
..............................fictício................lugar de variação infinita
tendem a imaginá-lo
..............................se me visse
..............................poderia perguntar......me vejo
eu não escrevo prosa
....................................ensinar...................
me,
João Rasteiro
.
TITÃS - Epitáfio

8 comentários:

Anónimo disse...

A merda JrR, a Grande Merda poética da treta..............

isto é a gozar, não é?

alberto barreno disse...

Por sugestão de um amigo, vim a este blog e deparo-me com mais um acto de cobardia, de sombra.
Sob a capa do anonimato, eis mais uma diarreia.
Pois é, meu caro anónimo, para quem não sabe ler o que está escrito, todas as letras atrapalham.
E escrevo-o porque no "post" está lá tudo.
Caro senhor João Rasteiro, perdoe-lhe. Esta garotada não sabe fazer mais nada.

Xavier Zarco disse...

Camarada Alberto Barreno,
Ainda bem que aceitaste o meu convite para visitar este blogue.
Creio que já deixaste claro no teu "post" o que há a dizer a quem se oculta.
É pena que no nosso país, escrevendo na nossa Língua, ainda existam pessoas que não saibam ler.
É triste, bem triste, mas há que ter esperança que um destes dias a educação, não só aquela que se granjeia nas escolas, mas, também e sobretudo, aquela que se adquire em casa, faça a diferença.
Um abraço

Xavier Zarco

P.S.: Camarada João Rasteiro, como mencionou o Alberto Barreno, há que saber perdoar... completando: porque há quem não saiba o que faz.

Rasteiro disse...

Em 1º lugar, envio um grande abraço ao Alberto Barreno, que não tenho o prazer de conhecer (ainda).
Depois um abraço único ao poeta e amigo Xavier Zarco(e ao "Pedro", espero em breve mais uma cerveijinha no Terreiro da Erva...).
Quanto ao resto: "são rosas, senhor, são rosas...

Xavier Zarco disse...

Camarada João Rasteiro,
É só dizer quando.
Um abraço

Xavier Zarco

Luís Vilaça disse...

Se há cerveja no Terreiro
Ali perto da Sofia
Meu caro João Rasteiro
Que o copo ilumine o dia

É melhor do que estas cristas
Dos sem nome e que das gretas
Só conhecem das revistas
Para onde batem punhetas

Luís Vilaça
www.luisvilaca.blogspot.com

Luís Vilaça disse...

Muito agradeço a visita
Que ao meu blog o João fez
Gostei da quadra é catita
Escrita em bom português

Até lhe perdoo o sete
Que por ali lhe faltou
Porque a métrica é um frete
Mas que o sem nome enrabou

Luís Vilaça
www.luisvilaca.blogspot.com

Anónimo disse...

é um lindo poema