(POESIA,LITERATURA e a CULTURA em geral)»»»»»»»»»»»»»»»»
"Só existe o tempo único.
Só existe o Deus único.
Só existe a promessa única,
e da sua chama
e das margens da página todos se incendeiam.
Só existe a página única,
o resto fica,
em cinzas. Só existem
o continente único, o mar único –
entrando pelas fendas, batendo, rebentando
correndo de lado a lado".
__________ Robert Duncan
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
LUZ
No próximo fim de semana estarei no Algarve, mais concretamente em Lagoa, onde irei efectuar uma leitura de poesia englobada na inauguração da exposição internacional "Iluminações Descontínuas" - surrealismo actual. A inauguração da exposição acontecerá pelas 17h00, sábado 17 de Janeiro e estará em exibição na Sala de Exposições Temporárias Manuel Gamboa, no Convento de S. José, em Lagoa, de 17 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2009. Esta conta com poetas e pintores de vários países, nomeadamente, Espanha, França, Chile, Holanda, Portugal, Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Indonésia, Rep. Checa, África do Sul, Colômbia, Roménia e Hungria. Em Lagoa irão marcar presença alguns nomes como Maria Estela Guedes, Sérgio Lima(Brasil), Miguel Carvalho, Rik Lina(Holanda), Alfredo Luz, Allan Graubard (EUA), Seixas Peixoto, etc. Na inauguração, para além da pintura e da poesia, haverá também música. Nos links(*) abaixo indicados, encontrarão notícias e nomeadamente a lista de todos os participantes do evento, que diga-se, reúne um dos maiores - em quantidade e qualidade - conjuntos de artistas (sobretudo na pintura) do actual surrealismo internacional. Na inauguração, ou durante o período em que decorre a exposição, que aliás possuirá uma bela brochura com algumas obras (pintura e poesia) dos intervenientes, o Convento S. José aguarda a vossa visita.
Segue-se um dos poemas com que participo no evento: "Iluminações Descontínuas". Biografia II E tudo ocorre na melancoliada da sílaba, o casulo emergindo nas talhas. Inquieta sofre a gestação no caule dos rebentos. O gesto do corpo no linho que se alinha à mutação. Rota, sopro, sístole ou máscara onde bardos fecundam a sazão da ebriedade. E entra nas vozes, nos hortos, algures no inabitado onde gravitam tâmaras. Melífera ironia das fábulas, a palavra mastiga a água adubada, ser bardo é tocar o fogo o espectro desatando-se sílaba que afeiçoa às matizes do espanto cheio de luz. Então nu. João Rasteiro .......................Mão Morta - Floresta Em Sonho
1 comentário:
... é em momentos como este que me sinto minúscula
e
fico à espera
.
um beijo ,Amigo
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