segunda-feira, 24 de março de 2008

Ressurreição

Retábulo da Capela-mor da Sé de Viseu - RESSURREIÇÃO
A voz solitária do homem
.
Há palavras que escrevemos mais depressa
o terror dessas palavras derruba
o passado dos homens
são tão pouco: vestígios, índices, poeira
mas nada lhes é desconhecido
as horas em que vigiamos o escuro
os sítios nenhuns das imagens
a ligeira mudança que resgataria
o abandono, todo o abandono
José Tolentino Mendonça
http://www.astormentas.com/din/poemas.asp?autor=Jos%E9+Tolentino+Mendon%E7a
http://br.youtube.com/watch?v=AXezOzhSUUM&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=QkswwUnqRRU&feature=related

5 comentários:

Anónimo disse...

Olha o Inferno!

Anónimo disse...

Tem cuidado poeta, tem cuidado com a vida. Olha o Inferno

alice disse...

querido joão, disseram-me muito bem de si este sábado. uma senhora que hoje citei no meu blogue ;) a poesia do tolentino mendonça é de uma ternura incomparável. já tive oportunidade de o cumprimentar e não consigo esquecer a bondade do seu olhar. gostei de ler. um beijo.

Rasteiro disse...

agora deixo as poetas de lado (só por um momento)e para as mulheres - alice e maria - beijos mil...e poesia!
E já agora, mais um beijinho para a alice!!!

Anónimo disse...

Olha o inferno...olha o inferno.. Olha os plágios...